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Mostrando postagens com o rótulo Eu
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Sou como esta paisagem. Vês? Há densas nuvens que dão um tom pesado ao ar mas lá no fundo, bem ao fundo mesmo há aquela intensa luz pairando a esmo há ainda aquela vontade de acreditar que por mais escura que a vida me faça estar devo iluminar-me e tocar alguém que em mim deseje entrar.  Sou noite e dia. Sou o dia em plena noite, ainda bem.  ©Foto e poema - Jaquelyne Costa

Portadora de um retrato feliz

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C arrego comigo este fino retrato este linho traço para lembrar-me que também fui feliz. Neste instante adormeço pálida e soturnamente mas na pintura esboço o sorriso para o qual dedico meu mais puro sonho pendurado pelo fio do Destino aquele que de tanto me negarem já creio não mereço. Janefli desde nascença. 

Desabrigada eternamente

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E mpurraram-me de mim Não ocupo mais este lugar Que outrora era tão (m)eu Do qual nunca cogitaria perder-me. Como a um cão de rua me enxotaram Da minha boca tiraram o pão Antes que eu dissesse não Esqueci mesmo quem era eu. Toda essa situação Essa coisa de perder o lugar De ficar para trás nalgum estranho habitat De perder o brilho primeiro do coração. Empurraram-me desse primogênito espaço Onde conheci meu dom, minhas estrelas Me deixaram somente o caos De não saber mais como acendê-las. Jaquelyne Costa - Janefli desde nascença.

Um retrato meu para o tempo

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A brisa da tarde já começa a soprar e bem ao meio da minha janela está um pássaro, asas abertas não quer voar. Ele, como eu, contempla o horizonte alguém me chama ele se mexe e com o bico aninha suas penas não se importa com as horas porque as folhas se vão também eu não quero voar agora deixo-me ficar intacta um retrato para o tempo lembrar-se de mim assim, llena. Jaquelyne Costa - Janefli desde nascença

Você já se sentiu azul hoje?

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Você já se sentiu azul como numa paisagem de Van Gogh ou sonhou um sonho e acordou jurando realidade? Já se viu dentro de um carro e árvores loucas correndo e lhe ultrapassando ou teve a sensação do mundo inteiro rodar enquanto fica firme no meio dalgum lugar? Você já percebeu, estando no chão, que o avião faz uma trilha e marca o céu e depois some porque deve ter entrado num espaço mágico ou ainda andando pela rua e vê a mesma cena repetidas vezes? Já se sentiu interrompido quando o silêncio ao seu redor lhe faz parecer barulhento o suficiente ou teve a impressão de ter alguém olhando para você no escuro? Você já se sentiu azul hoje? Jaquelyne Costa - Janefli desde nascença 
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      Qual dos multiclones da Jaquelyne é você?   A Janeflí a profundamente íntima aquela que vem das profundezas do EU . Jaquelyne Costa - Janeflí desde nascença

Eu mesma comigo

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Para Taísa Ágatha Costa da Silveira e a mim mesma. mas sou teimosa e vivo em perigo por estar sempre presa eu mesma comigo . Jaquelyne Costa -Janeflí desde nascença

O caminho...

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é apenas um atlas do nosso comportamento. Foto e poemeto: Jaquelyne de Almeida Costa

Reinventei meu nome

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Estava sozinha naquele banco de madeira triste, a árvore chovia umas lágrimas enquanto eu estudava o azul-cinzento daquele dia incomum. O vento vinha e zumbia uma canção distante de amor – as músicas, quase sempre, tem o poder de me transportar. E fui afastada daquele desejo de tornar-me invisível. Queria mesmo que todos me vissem ali, cantando, segurando a barra da saia rendada que minha mãe fez quando eu tinha outros anos. As minhas mãos seguravam meu rumo e eu já sabia que seria assim: campânula bordada de estrelas e guizos iluminando destinos que surgissem por aí. E como eu estava dissimulada naquele dia... Meus “olhos de ressaca” bafejavam meu desejo de um amor que fosse um baú de notas musicais, teclas de piano velho e conchas antigas de outros mares viajados. Nesse dia eu pude ser tudo o que eu queria ser. Dissimulada como Capitu , invisível nos átimos necessários, lírica como Cecília , singular como Clarice , e do mar como Sophia . Havia um mar absoluto naquelas paisagens tão...

Poema de não saber

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E eu sou tão alheia A este mundo que me persegue E busco um esquecimento outro De não saber mais se fico ou se vou. Ora, se tão diferente dos demais Se não há nenhuma parecença aos normais Que faço então neste mundo Para mim sem entendimento? Acaso pertenço a algum clube, Associação, ou tipo de comunidade Cujo lema é viver Uma vida vazia e de triste simplicidade? Não falo a língua da modernidade Nem mesmo sei do que se trata Essa época tão conturbada Inundada em sânies, egotismos - A política do “eu primeiro”. Deixe que eu mesma diga: Vou-me embora. Desapareço. Não sei se vou ou fico – Eterno perigo de indecisão. Foto e Poema: Jaquelyne de Almeida Costa.

Eu te entendo, Kierk

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Já passei daquela fase De dedicar-me ao estético Depois estacionei na ética Onde tudo se transforma Do leve, belo e fugaz Para o fardo, o desencanto, a rotina angulosa. Agora dedico-me ao terceiro estágio Da existência humana: O religioso. Kierk aconselhou-me a seguir Uma meditação da existência divina Porque assim, só assim, Eu aceitaria melhor a minha vida Se enxergasse Deus como a única fonte De abastecimento ao espírito, ao EU, ao ser. Aprendi com Kierk: A fé guia nossas ações Mas a razão é débil Por isso que só os fracos Se apóiam no cepticismo E duvidam até deles mesmos, Numa eterna procura De explicar fenômenos Sob a égide da razão. E eu pretendo continuar No caminho ao qual, realmente, Ilumina mEU espírito E deixo que filósofos discutam O que já não mais preciso saber Eu te entendo, Kierk! E entendo-me também. Jaquelyne de Almeida Costa

Eu sou como eu sou: Marginal

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Já postei, há muito tempo, este poema aqui no Jaque Sou , mas fui inspirada pela amiga Jana em seu blog Entre a Loucura e a Arte. Então, aqui vai minha "marginalidade": Gosto do sabor da margem Decidi: quero ser marginal andar nos negros verdes anos declarar que eu sou como sou nesse país tropicalista onde a alegria é a prova dos nove pois eu confesso a minha culpa e meu sonho reacionário contra a realidade social da cidade onde vi a banda passar cantando coisas de amor onde Geni despachou o Zepelim ao som de Nara Leão no show Opinião. Eu sou como sou: Sou Marginal. Alice, eu disse não tantas vezes como você mandou e o nome que se formou foi este: PERSISTÊNCIA. No quarto apareceu, na medida do impossível, Torquato escrevendo sua profissão de fé e eu lhe disse que queria advinha!, ir pra rua, ao cinema, olhar a lua mas ele me dispensou dizendo que o amor michou. Que pena! Mas me veio outro poeta e perguntou em tom de fluxo de consciência que idade é mais própria aos meus 26 an...

A inconstância de ser EU

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Durante a 1ª aula de Psicologia da Comunicação ministrada por professora Maíta. Eu sou eu mesma e daqui a pouco não sou mais. Eu sou além de mim mesma E amanhã serei outra coisa que não eu mesma, tempo fugaz. Eu serei mim numa inconstância sem fim. Ontem eu fui Clarice, Cecília, Hilda, Ana Cristina... Hoje eu sou Jaquelyne misturada a Janeflí, Neféli e outras divindades. Amanhã ainda não sei, qualquer coisa será ser, mas posso afirmar que de todas essas restará apenas aquela que mais cisma em ficar, do mim aquela que não sai. Eu sou humana, Eu sou um nome, Eu não sou EU SOU, Eu sou “coisa coisamente”, Eu sou bicho, borboleta; Eu sou vôo, Eu não ser uma. Eu sou SER VÁRIAS Todos os dias. Eu, como o tempo, amanheço, tardo e anoiteço sabendo que nunca me conheço EU... Jaquelyne de Almeida Costa

Eu corto os pulsos

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Eu corto os pulsos e vivo ferida porque sou Poeta todos os dias . Trecho do poema eu corto os pulsos. Jaquelyne de Almeida Costa.

EUqaj

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Em meu nome há o EU invertido. Ser do contrário: assim é meu destino . Jaquelyne de Almeida Costa

Eu quem será?

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"Mas eu quem será?" (Los Hermanos) Para Giuseppe Menezes, meu Kozmic Soldier preferido. Eu sempre deixo tudo suspenso e ouço o que dizem de mim quem liga? ninguém quer mudar. O que eu seria se tivesse de não ser o que dizem o estranho que sou eu digo o que me vem porque só eu posso saber o meu querer decidir o futuro e o presente. O que eu posso fazer se amo tanto o passado, o ultrapassado, gosto mesmo é do velho. Não importa mais o que vão dizer eu só quero a paz-angústia de não saber quem eu sou. Um dia talvez eu possa chegar e mudar de vez o meu lugar não preciso ouvir palavras demais porque eu vou seguir o acaso do meu coração que sabe me construir pelas horas mais banais. Eu sempre deixo tudo suspenso e ouço o que dizem de mim mas na verdade eu penso e não quero voltar a ser o primeiro a cair na lama do pensamento alheio. Eu quero é ser velho é melhor pra mim eu não vou mudar consegui emoldurar o tempo e ele sabe fingir a construção que mereço. Eles não sabem nada tanto ...