Um retrato meu para o tempo



A brisa da tarde já começa a soprar
e bem ao meio da minha janela
está um pássaro, asas abertas
não quer voar.
Ele, como eu, contempla o horizonte
alguém me chama
ele se mexe e com o bico aninha suas penas
não se importa com as horas
porque as folhas se vão
também eu não quero voar agora
deixo-me ficar intacta
um retrato para o tempo lembrar-se de mim

assim, llena.

Jaquelyne Costa - Janefli desde nascença

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Descendentes de Ares, doentes de um ódio cancerígeno

Amor jamais será essa coisa pálida que faz você se sentir pequeno e esquecido

Poema do sim e do não