04 Janeiro, 2012

Macumba





Pra ser durona

Faço jura

Você passa

Sinto seu cheiro

Me desmancha

- Isso é macumba!



Jaquelyne Costa - Janefli desde nascença



03 Janeiro, 2012

Fulano, não te conheço!

É impressionante como o costume da rede social vai até a casa dos outros via telefone. Como assim me exigir uma intimidade se nem te conheço, meu chapa? Fala sério! Um cara de rede social viu meu perfil, me achou interessante e pimba (!), me add como “amiga”. Aceitei depois de vasculhar todas as informações contidas no seu perfil e mural. Vi que era um menino de Deus, postava trechos bíblicos, enfim, não seria um psicopata né? Penso que não.


Sabe como é que é quando a gente perde o chip antigo e tem que avisar à imensa rede de conhecidos o novo número de celular. Claro que enviei e-mails para aqueles que lembrei dos endereços, para quem não eu simplesmente tive a maravilhosa ideia de postar na bendita rede social. Pronto! Esta criatura celeremente tomou nota e decidiu ficar me ligando quando desse na telha. Alô? Tudo bem, Jaque? Sabe quem tá falando? Quase que eu respondia “Quampa”. Eu com cara de tola: não, não sei. Quem fala? O cara: é Fulano, lembra de mim? Bem, lembrar do nome sim, porque vejo todo dia lá na rede social. Agora, saber identificar o tom de voz já era outra história, tarefa pra Tom Cruise nesses inacabáveis filmes de Missão Impossível!

Continuar com esse diálogo era tudo o que não queria. Estava me sentindo um peixe fora d’água. Falar ao telefone assim, nessa animosidade toda é coisa pra amigo “né” não? Achei toda aquela situação muito constrangedora e engendrou de vez quando ele disse: tô te achando muito tímida...não pensei que fosse assim. Ah, santa paciência, meu irmão! Você quer o quê? Eu de louca dizendo: Poxa, Fulano, que massa você me ligar! Conta aí qual é a boa?! Fala sério! Tem gente que não funciona direito mesmo. Eu estava na minha, de boa, como diz o baiano, tomando meus bons “leite”, vendo meu bom filme na TV e tendo que forçar uma simpatia por quem nunca vi mais gordo...fiquei pensando: será que pessoalmente ele também seria essa simpatia toda? Será que não daria pra trás e ficaria gaguejando na minha frente?

Rede social é um perigo mesmo! Minha gente, por favor, cuidado com o que posta nelas, vai que tem um “Quampa”, ou pior, um serial killer à espreita só esperando você ter uma síncope de postar informações inocentes como o número do seu celular! E um último aviso: Fulano, não te conheço!



Jaquelyne Costa

12 Setembro, 2011

Foi o abraço enlaçado


(Imagem: Google)

Foi o abraço enlaçado
O perfume suave
O verde sincero
Entre a respiração ofegante
Ouvindo atento
Conflitos de antes.
Sentar e confidenciar
A praça que é de encontros e romances
também é pra essas coisas
- nuances de um futuro bom -
Foi berço aconchegante
Entre almas que se fazem irmãs na empatia.
A amizade
uma das faces de Eros
derrama seu amor entre iguais
e nos faz sentir que a diferença de ser eu
há igualmente ao nosso lado
confortando dentro
respirando mais alma
num abraço enlaçado.


Jaquelyne Costa - Janeflí desde nascença

Cecília Meireles

Cecília Meireles
A Dama da Literatura brasileira

O último andar

O último andar
No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.

O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.

Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar
É lá que eu quero morar.

Quando faz lua no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.

Os passarinhos lá se escondem
para ninguém os maltratar:
no último andar.

De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.

Cecília Meireles, Ou isto ou aquilo

Eu sei, mas não devia

Eu sei, mas não devia
"A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma." (Trecho da crônica - Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti)

O menino do dedo verde

O menino do dedo verde
"A nota recebida aquele dia por Tistu não foi das melhores. O Sr. Trovões anotou no caderninho: “Menino distraído e raciocinador. Os sentimentos generosos privam-no do senso da realidade." (Maurice Druon)

Fernanda Montenegro

Fernanda Montenegro
"Eu era uma ingênua, uma vaquinha brava que mergulhava de chifre nas coisas e estava sempre disposta a batalhar, mudar."

"Para mim, as únicas coisas com interesse são as que estão relacionadas com o coração." Audrey Hap

"Para mim, as únicas coisas com interesse são as que estão relacionadas com o coração." Audrey Hap
Faço minhas as palavras de Audrey!

World Poets Society (W.P.S.)

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