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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

Travessia da saudade

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Essa travessia me leva até o passado, do tempo em que eu catava sementinhas vermelhas pelas calçadas da orla de Petrolina, enquanto minha mãe, docemente, se vestia de paciência pra entender essa criança que ela tinha. "Vamos, Nini, vamos perder a barquinha!", ela dizia. "Só mais essa, mainha, só mais essa que tá linda", era o que de mim ela ouvia.
E já dentro da barquinha, as jogava ao longo do percurso, para brotar árvores dentro do rio. Ela entendia desse meu amor por árvores, só ela compreendia porque era eu sua semente do amor que deixou em carne e osso.
Eu queria mesmo era brotar de novo essa época, ter as mãos dadas com meu amor eterno. Deixo fluir o rio que é correnteza dentro em mim. Só não tenho mais medo de me afogar...ela sempre me joga uma boia de lá donde está.

Foto e crônica - Jaquelyne Costa
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Arde-me o coração porque te desconheço amor eterno meu. Ecoa em sístoles e diástoles desritmadas essa angústia de saber-te vivo mas não saber-te onde. Ah, desabrigado órgão irmão sem par pássaro sem voo estrela-do-mar sem lar por quanto tempo mais  haverás de atravessar tal amaldiçoado caminho  a desventurada saga? Eu, a desiludida a pela saudade já rendida sigo tonta pela vida que por certo já te abraçou te brindou com alguma outra amiga. Ao dobrar aquela esquina misteriosamente perdi-me por tentar desatinadamente te encontrar.

Pare

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Pare de ver o mundo sempre sob a mesma óptica permita-se a liberdade de um voo sem lógica.

Foto e poema - Jaquelyne Costa