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A racionalização da Palavra: a comunicação falida - Parte II

Essas perguntas as faço para mim mesma. E, em tempo feroce, quanto mais eu as faço mais percebo o tempo escapulir de mim, e sou mais um número a se acrescentar na estatística da modernidade que a tudo superficializa. Quantas vezes na faculdade os professores me passam apostilas que eu nem tenho o tempo necessário para lê-las? Lembrei-me agora de um texto de Larrosa a cerca de como saber ler. Nele estava presente o que Nietzsche nos obriga a perceber da qualidade de nossas leituras. Destaco aqui o seguinte trecho de Larrosa: “O jornalista, por seu lado, representa a pseudocultura, a aceleração, a indisciplina intelectual, a superficialidade, a imaturidade, o espírito plebeu da divulgação. O jornalista é o que opina sobre tudo e sobre todos, o que fala de qualquer coisa, o que tem opiniões próprias, mas nada mais que opiniões.” À primeira vista, pode-se imaginar o enleio que saltou sobre mim. Eu, estudante de Jornalismo, lendo uma afirmação assim impactante. Concordo em parte com Larrosa...