Poema sem destinatário


Tua boca ainda suja de leite
Denuncia a tua infante idade
Apesar da madureza escrita em teus olhos
Carregas uma eterna fonte de infantilidade.

Teu hálito ainda fresco
De goma de amora
Impregna o ambiente
E manda maus pensamentos embora.
Apesar de a hora, agora, não ter silêncio
Balbucias uma diferente forma calada
Que vem em curvas pela escada
E entra transformando encantamentos em pesadelos.

Frágil sorriso o teu
Que em instantes pode metamorfosear-se
Num escuro e profundo breu.
E me dizes “Nem todos somos fortes.”
- em ar de explicação e queixume –
E eu te digo: nem todos aceitam a morte, no entanto, ela nos vem.
Mas será que alguém não luta para viver a vida que, de direito, tem?




Jaquelyne de Almeida Costa

Comentários

gostei de seu blog parabens quando der visite o meu www.palavrasarteblablabla.blogspot.com
Olá!!
Muito obrigada!!
Visito sim!!
Beijos=*
Léo disse…
Uau. que texto legal.

Fez de uma viagem da infantil inocência do viver a vida até a maturidade e realidade da morte precoce e o medo de uma vida não vivida.

Um abraço.
Anônimo disse…
Muito lindo Jaque, lindo mesmo!

agora me ajuda a fazer minha lista de musicas?? n consegui...

beijo!

saudades

amo ocê!

Tai
Léo, prazer em vê-lo aqui no Jaque Sou!Obrigada!
A intenção é essa mesmo!
Capitaste a mensagem!!rs...

Beijos=*
Tai, obrigada, amiga!!
Assim que eu tiver um tempinho livre eu te passo os passos!!Beijos=**

Também te amoooooooo!!!

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