A viúva austral



Eu entrei naquela casa

Com a fé mais profunda

Que possuo

E me deixei levar

Pelos passos imaginários

De alguém do passado.

Esse meu guia

De projeção austral

Trouxe todo um universo

Pesado, escuro e lodoso

Um breu quase espiritual

E eu estava perdida

Como quando ao meu lado

Sua presença realmente existia

Ainda que por poucos minutos.

Eu entrei naquela casa

E estou de luto de mim

Desde o dia em que cheguei

Naquela cidade vazia.

Meu manto é negro

Bordado como a noite,

E guarda arcanos secretos

Como o nascimento das estrelas.




Jaquelyne de Almeida Costa

Comentários

Márcio Ahimsa disse…
Oi, Jaquelyne,

o áureo da vida convida homens e mulheres a passearem juntos rumo às estrelas. Nesse fastio, tamborilam canções em sons palpitantes de corações. E o amor apenas mora nesse entre-vão.

Beijos, querida.

Obrigado pela visita, eu voltarei sempre.
Jaquelyne disse…
Olá, Márcio!
Belas palavras as tuas, obrigada por compartilhá-las comigo!!

Beijos, querido!!
Te esperarei!
Esther disse…
Obrigada, meu anjo!

O lirismo, sem dúvida estão nos
seus belos olhos!

Volte sempre!
bjs.~
Flávia disse…
Bom aportar nesse vilarejo!


beijo,
flávia
Taiyo Omura disse…
andando pela noite clara
clara imagem na tela
na terra eletrônica os passos
são de cliques
revelando precipícios
onde a morte ainda é bela
como aqui, nessa bela casa
na elegância poética dessa
menina, eletrodomestico meus passos
para melhor clicar o espaço
revelando precipícios
onde a noite é o que faço

um quase-lugar
Eu conheço um lugar que me lembra seu poema.
Jaquelyne disse…
Esther, bem gostaria de possuir esse belos olhos que mo dizes!
Teus versos são, realmente, muito belos!!
Obrigada por sua porta aberta!
Beijos
Jaquelyne disse…
Flávia, que bom que gostastes deste vilarejo...o construi com muito carinho!!!!
Serás sempre muito bem vinda por aqui!!

Beijos
Jaquelyne disse…
Taiyo, muito obrigada por estas tuas palavras!!!
Fico feliz de saber que mereci tão belo presente!!
A porta estará sempre aberta!
Sua entrada como pássaro na janela!!
Beijos
Jaquelyne disse…
Mi, acho que nós duas temos uma coincidência em alguns pontos de destino...somos rodeadas de arcanos...sabemos o cheiro da noite e essa projeção austral que nos fortifica.

Beijos=*
Menino-Homem disse…
Ao te deleitar é como se “Maysa” ressurgisse das cinzas. Tens algo excessivamente intenso na sua escrita. Fecho os olhos e a cena passa, e sinto o cheiro, e toco os cabelos da protagonista. Ai a Jaque está em mim, e não consigo dormir!
Jaquelyne disse…
Menino, você quer me deixar soberba é?Nossa!!Eu adoro as músicas de Maysa, e acho uma honra ser comparada a ela!!!Muito obrigada,meu querido!!!!
Beijos=*
Giuseppe Menezes disse…
Impressiono-me com a facilidade que tens em escrever poemas tão alegres em algumas ocasiões e tão obscuros como este aqui.
Você é uma poetiza pronta para tudo!

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