A racionalização da Palavra - Parte III


Seria possível dizer que o Jornalismo Literário fosse capaz de dar conta dessa transfiguração da vida que, segundo Nietzsche, só a música possui? Não sei. Sinceramente não sei como ela poderia existir no Jornalismo. Que o Jornalismo é uma necessidade humana de se fazer comunicar através da “divulgação” dos fatos é uma idéia que exige muito mais que essas palavras. Mas será que a Poesia, a linguagem poética unida ao “contar histórias” não poderia ser uma saída para essa superficialidade que corrompe o Jornalismo? De que modo a força da música adentraria a linguagem jornalística?
Como individuo dessa sociedade me sinto atravessada por uma angústia (não sei ao certo qual o sentimento) que me faz abafar o sentido orientador, e espero um dia encontrar o fio que Ariadne deixou no labirinto onde muitos são os Teseus, inclusive eu. Quem será a Ariadne que precisamos?A perfeição da música inserida na escrita? Essa perfeição permitiria a existência da Eternidade, o nosso tempo não seria mais fugaz como a Glória, que logo se encerra. Se almejássemos a Eternidade talvez não fôssemos tão equivocados no mundo, talvez atingiríamos a essência do Zaratustra que foi o poeta trágico de Nietzsche ...Deveríamos todos sermos seres dotados da percepção dessa força da Palavra cantada, dos Ditirambos tão citados por Nietzsche, dessa experiência trágica de conceber as nuanças da vida.


Jaquelyne de Almeida Costa

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