A racionalização da Palavra: a comunicação falida - Parte I


O que escrever a respeito do que Nietzsche afirma sobre a força da Palavra cantada? E o que pensar então sobre seu principal projeto quando ele diz: “Deveria ter cantado. Que pena que eu não tenha ousado dizer como poeta o que eu tinha então a dizer: talvez eu tivesse sido capaz”. Por medo de errar, muitas vezes me nego a tentar escrever, ou falar minha opinião a cerca do que Nietzsche apresenta em suas obras. Mas fui estimulada a dizer em palavras marcadas no papel o meu entendimento, o que penso disso, e como a comunicação, o Jornalismo poderia ser “melhor”, ter um objetivo outro diferente do que o rege atualmente (ou desde sempre).
Isso sendo, exaustivamente, como Sísifo e sua pedra – a notícia (o acontecimento) como a pedra que rola naturalmente, cada despencar é o incomum que tem de acontecer; e nós como Sísifo a transportá-la montanha acima porque achamos que o lugar dela deve ser lá, no pico da montanha. Então, que venha a Palavra na sua mais completa força poética, a que extravasa, a que transfigura a vida!
A racionalização não nos traz uma transvaloração de valores, nem nos traz à tona sentimentos, é puramente conceituação lógica das coisas que nos fazem a vida – seus acontecimentos. E o que seriam os acontecimentos nesse ponto de vista? Seria errôneo afirmar que eles são a própria vida e seu curso? Não. Para mim é isso somente. E cada acontecimento é singular, é único, é incomum por fazer-se aparecer em tempo, local e contexto que se formam naquele instante. Cada acontecimento tem seu motivo para acontecer, e é corrente a superficialidade que se dá aos fatos no Jornalismo. Há pouco tempo para ver, para entender, para se inteirar da leitura de um fato. O principal problema do homem moderno é sua relação com o tempo. Como é que eu posso ter algo a dizer sobre aquilo que nem mesmo sei direito? Qual seria a “verdade” que deveria ser dita quando escrevo uma matéria para o jornal, por exemplo?

Comentários

Menino-Homem disse…
Já anunciava Paulo Coelho: “Conhecimento sem transformação não é sabedoria.”
E afirmo, sem soma de dúvidas, que minha viagem pelo seu blog foi de fundamental importância para o meu amadurecimento poético, e ainda mais, como ser humano...
Aprendi a ser mais sensível, reflexivo, e descobrir as mil pontes presentes em cada palavra... E por este, e outros motivos ofereço uma pequena surpresa no meu blog para você Jaque (com suas 'cortantes' poesias)... É simples -calculando o valor estimável que possuis- mas é de todo coração... Um Feliz Natal... Abraços!
Paulo Roberto! disse…
Olá! ^^!

Passo dessa vez pra lhe deixa
um singelo presente,
que se encontra na minha pagina!

Espero que goste! Feliz natal ^^!
Jaquelyne disse…
Abraão, você me deixa sem palavras!Como posso merecer tão belas palavras? Suas palavras são transfiguradoras de vida!!!Muitíssimo obrigada pelo presente!!
Você é maravilhoso, e seu blog igualmente!!!
Beijos,meu querido!
Você é uma linda pessoa!!
Jaquelyne disse…
Paulo, enorme alegria se apossou de minha alma quando vi o teu recado e o de Abraão!!!Nossa!!Muitíssimo obrigada!!
Feliz Natal!Que o espírito desse tempo permaneça em nós e nos guie poemas lindos!!!

Beijos=*,
Singelamente,
Jaquelyne.
Giuseppe Menezes disse…
Em qualquer fato, por mais simples que possa parecer, existe algo a ser explorado. Há sempre a possibilidade de uma nova verdade florescer.
Jaquelyne disse…
Gepp!!
Que bom vê-lo aqui!!
Pensei que tinhas me abandonado!!
Grande beijo, meu querido!!

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