Anúncio que vem do mar


Ao vento forte
As sementes se lançam
E deixam levar
A mão que já não tenciona
Está frouxa como também o corpo
Tão leve pluma sobre o mar.

E nascem palavras no mar
O mar de sua enorme boca
Começa a falar
E dizer que a vida é ida e volta
Ida da volta
Volta da ida
E por isso não tem fim
Essa saudade nanja fingida.

Saudade veloz
Doce e azeda
Amarga e melíflua
Como a vida ida e volta
Como as ondas do mar
Que nunca se esgotam.

Semeia, criatura,
Tua mais fluida sepultura
Entre as coisas que se movem
Entre águas de correnteza tão indecisa
Escondidas em arcanos definitivos
Por ser tu o cativo que te aprisiona.



Jaquelyne de Almeida Costa

Comentários

Esterança disse…
Oi,

depois dá uma passada em meu blogue, tenho um presentinho para vc lá!


bjs!
Ester
Esterança disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Jaquelyne disse…
Esther, sinto-me lisonjeada com tua homenagem ao meu simplório blog!!Por este presente nâo esperava!!
Um muito obrigada e uma eterna aliança daquela que é porque tem que ser!

Postagens mais visitadas deste blog

Descendentes de Ares, doentes de um ódio cancerígeno

Poema do sim e do não

Amor jamais será essa coisa pálida que faz você se sentir pequeno e esquecido