Filosofia de ser Águia


A águia voa sobre minha cabeça
Meus pés encharcados de lágrimas.
A águia voa
E se afunda em mim: eu abutre!

As águias não choram pelo seu sofrimento
Só voam alto pelo firmamento.
As águias não perdoam
Quando um peixe, lá em baixo, vacila.
As águias enxergam longe
Mesmo que não seja preciso.
As águias não são amigas dos abutres.

As montanhas onde moram
São paraísos recintos de solidão,
Outros animais não percebem
Essa amplidão.
As águias não se importam com a dor
Arrancam, elas mesmas, seus bicos, penas e unhas
Se necessário for
E ficam aves feias para renovarem as forças,
Para renovarem seu tempo de vida.
Mas para tudo isso
É necessário amor,
Porque sem ele
Não há mudanças felizes.

As águias não são amigas dos abutres,
Eles buscam por coisas mortas;
Elas enfrentam a morte
Para se manterem vivas.

A águia voa sob meus pés
Minha cabeça encharcada de penas.
A águia voa
E derrota seu inimigo em mim:
A morte.





Jaquelyne de Almeida Costa

Comentários

junior disse…
mt show as poesias, as mensagens que passam, adoro isso, a forma que as palavras podem despertar algo em nossas almas...show....
bjs
Jaquelyne disse…
É mesmo, Junior!Posso dizer o mesmo sobre os teus.
Acredite: você escreve coisas lindas.
Nunca desista!
Abraços,e apareça!!
Beijos...
Anônimo disse…
Essa, em especial gostei d +! é verdade. O falcão tem um instinto completamente singular. O fato dele chegar a tirar unhas e penas para viver mais tempo é, simplesmente, mais uma perfeitção da natureza!

Keidy.
Anônimo disse…
Keidy, muito obrigada por estar aqui!!!!
Foi esse o sentido da poesia.
E isso aconteceu comigo mesmo.Virei cinzas, tornei-me nova criatura.
Beijos, e apareça!!

Jaque Neféli Flicts.
Lembrei de supetão do livro "A águia e a galinha", de Leonardo Boff.

Bom demais...

Abraços e continue, Jaque!

Germano

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