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Vastidão

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Vasto amor esse meu Mundo inteiro dentro do peito a bater Na palma das mãos o salgado da ansiedade Nos lábios quase secos a espera beijada. Demora-se a acreditar porque quando de verdade Se tem medo do tanto. Vastidão o esconderijo desse sentir Respiro fundo e me vejo nesse lugar E não importa quando Enquanto houver teu olhar sobre mim Eu chovo de calma felicidade Rego meu jardim com tua respiração Ar puro sem pressa, intensa primavera Tua boca percorrendo minha alma O encontro das mãos é tão bonito Um pequeno suspiro E as estrelas são o céu da luz que nos emana. Vasto amor esse meu No peito borbulhas borboletando sem fim No canto do olhar a miragem Na boca o teu perfume, o gosto de tua alma Que me inunda de azul e vermelho querer: A vastidão que soprou em mim. Jaquelyne Costa - Janefli

Pedido no bar

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Garçom, por favor, me traga uma taça de vinho, não muito cheia só o necessário para que eu sinta em meu corpo aquele quente abraço embriagadamente apertado dos que estalam ossos dos que nos restauram a alma. Ah, amigo e me traz um cobertor para quando o calor passar e somente a solidão me restar porque não vou querer ir embora assim, tão fria.  Jaquelyne Costa - Janefli

Da película memória

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Da película memória Tudo o que vejo Sinto e respiro É filme de memória É tempo interno, Mensageiro, Inteiro que nunca se parte Amor que não se vai embora. De real somente o sonho Que foi viver essa estória.  Foto e poemeto: Jaquelyne Costa - Janefli desde nascença
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A maldição da desumanização da raça humana Os noticiários não param de mostrar essas estórias que parecem até roteiros de filmes de psicopatas sangrentos, onde frieza e ataques de intensa raiva são responsáveis pelo circo dos horrores. O terror da realidade assusta e, embasbacados nos perguntamos o motivo que leva uma ou mais pessoas a cometerem crimes baseados no seu próprio senso de justiça (?). O retrato falado divulgado numa página do Facebook e um boato bem espalhado foram doses suficientes para assassinar, de forma brutal, uma jovem dona de casa e mãe de dois filhos, no Guarujá, litoral de São Paulo. Numa tarde, ela teve a infeliz ideia de sair de sua casa e cruzar o caminho de pessoas que resolveram executar o veredicto para uma criminosa cruel que sequestrava crianças para realizar rituais de magia negra. As vozes foram aumentado em coro na rua, lembrando o histórico e milenar acontecimento do jovem galileu quando o povo enraivecido pedia “crucifica-o, crucifica-o!”...
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Eu pasmo de saudade Eu pasmo de saudade armo de lágrimas asmo de tanto amor interrompido pela brevidade. Janefli

In memoriam

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Quando atravessei a rua era noite E todo o silêncio havia dentro de mim, Escuro como aquela noite Quando te vi adormecer para sempre E nem pude mais saber O que pensavas Já que tua voz havia sucumbido pela doença Enquanto uma lágrima solitária Escorria-lhe como que a dizer adeus O último O que tanto temi. Eu sopro de mim Essas coisas tristes Mas elas sempre voltam Como o vento devolve ao chão Toda a poeira já varrida. Ainda hoje me dói uma espada invisível Fixada ao peito A cena em que parecias uma santa Naquele caixão Uma face lívida e leve Como criança que, displicente, ri Enquanto sonha De fato, deves ter tido a visão Do teu novo lar Mais pacífico e regado de uma felicidade Que não se pode ter por aqui. E me resta essa esperança (lamparina acesa) Quando for minha hora Que, sorrindo, possas me buscar Para viver o que muito prematuramente Nos...

Borboleta em dia de quase chuva

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De tão leve seda Vai impondo sua sutil força Contra o pesado sopro do vento Vai tentando o seu voar Ultrapassando o sofrimento. Janefli