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Da película memória

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Da película memória Tudo o que vejo Sinto e respiro É filme de memória É tempo interno, Mensageiro, Inteiro que nunca se parte Amor que não se vai embora. De real somente o sonho Que foi viver essa estória.  Foto e poemeto: Jaquelyne Costa - Janefli desde nascença
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A maldição da desumanização da raça humana Os noticiários não param de mostrar essas estórias que parecem até roteiros de filmes de psicopatas sangrentos, onde frieza e ataques de intensa raiva são responsáveis pelo circo dos horrores. O terror da realidade assusta e, embasbacados nos perguntamos o motivo que leva uma ou mais pessoas a cometerem crimes baseados no seu próprio senso de justiça (?). O retrato falado divulgado numa página do Facebook e um boato bem espalhado foram doses suficientes para assassinar, de forma brutal, uma jovem dona de casa e mãe de dois filhos, no Guarujá, litoral de São Paulo. Numa tarde, ela teve a infeliz ideia de sair de sua casa e cruzar o caminho de pessoas que resolveram executar o veredicto para uma criminosa cruel que sequestrava crianças para realizar rituais de magia negra. As vozes foram aumentado em coro na rua, lembrando o histórico e milenar acontecimento do jovem galileu quando o povo enraivecido pedia “crucifica-o, crucifica-o!”...
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Eu pasmo de saudade Eu pasmo de saudade armo de lágrimas asmo de tanto amor interrompido pela brevidade. Janefli

In memoriam

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Quando atravessei a rua era noite E todo o silêncio havia dentro de mim, Escuro como aquela noite Quando te vi adormecer para sempre E nem pude mais saber O que pensavas Já que tua voz havia sucumbido pela doença Enquanto uma lágrima solitária Escorria-lhe como que a dizer adeus O último O que tanto temi. Eu sopro de mim Essas coisas tristes Mas elas sempre voltam Como o vento devolve ao chão Toda a poeira já varrida. Ainda hoje me dói uma espada invisível Fixada ao peito A cena em que parecias uma santa Naquele caixão Uma face lívida e leve Como criança que, displicente, ri Enquanto sonha De fato, deves ter tido a visão Do teu novo lar Mais pacífico e regado de uma felicidade Que não se pode ter por aqui. E me resta essa esperança (lamparina acesa) Quando for minha hora Que, sorrindo, possas me buscar Para viver o que muito prematuramente Nos...

Borboleta em dia de quase chuva

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De tão leve seda Vai impondo sua sutil força Contra o pesado sopro do vento Vai tentando o seu voar Ultrapassando o sofrimento. Janefli
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Uivar sinais O olhar que parte de você Sempre um corredor a nos separar Tanta gente ali conversando Eu quis gritar seu nome E deixei essa vontade passar Por que não abre a sua alma Um rio e suas montanhas Os segredos como peixes fluindo Uma correnteza de palavras escorrem em mim A sinfonia líquida que acalma Fundo, fundo, indo A renovação que acontece sempre. Eu quero enfeitar suas manhãs E pendurar no dia um sol disposto Com aquele gosto de amores fatais Emoções nunca são demais Quando o lobo feroz do desejo Resolve aparecer e uivar sinais Por que não abre a sua alma Um rio e suas montanhas Os segredos como peixes fluindo Uma correnteza de palavras escorrem em mim A sinfonia líquida que acalma Fundo, fundo, indo O paraíso sem fim O paraíso é você e eu. Jaquelyne Costa
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Se Se eu pudesse ir Até onde você está Se eu soubesse o caminho Se num fechar de olhos Acordasse ao seu lado E lhe tocasse a face Se um beijo eu ganhasse Se eu pudesse ficar... Porque cá onde me encontro É morta que me vivo Eu só quereria repousar Pousando leve minha cabeça em seu colo Silenciosa como a noite debruçando-se no horizonte Mirar-lhe em sua beleza etérea e divina Ver-lhe assim como a um anjo E todas as minhas dores, Meu cansaço, Desconsolos e desilusões Fossem como que aniquilados E eu voltasse a ser sua criança Precisando de um consolo à noite Amedrontada pelo escuro e assombros da imaginação E você viesse me encontrar Para que restassem apenas as nossas boas memórias Que ficasse somente o nosso amor que é eterno. Jaquelyne Costa