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Travessia da saudade

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Essa travessia me leva até o passado, do tempo em que eu catava sementinhas vermelhas pelas calçadas da orla de Petrolina, enquanto minha mãe, docemente, se vestia de paciência pra entender essa criança que ela tinha. "Vamos, Nini, vamos perder a barquinha!", ela dizia. "Só mais essa, mainha, só mais essa que tá linda", era o que de mim ela ouvia. E já dentro da barquinha, as jogava ao longo do percurso, para brotar árvores dentro do rio. Ela entendia desse meu amor por árvores, só ela compreendia porque era eu sua semente do amor que deixou em carne e osso. Eu queria mesmo era brotar de novo essa época, ter as mãos dadas com meu amor eterno. Deixo fluir o rio que é correnteza dentro em mim. Só não tenho mais medo de me afogar...ela sempre me joga uma boia de lá donde está. Foto e crônica - Jaquelyne Costa
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Arde-me o coração porque te desconheço amor eterno meu. Ecoa em sístoles e diástoles desritmadas essa angústia de saber-te vivo mas não saber-te onde. Ah, desabrigado órgão irmão sem par pássaro sem voo estrela-do-mar sem lar por quanto tempo mais  haverás de atravessar tal amaldiçoado caminho  a desventurada saga? Eu, a desiludida a pela saudade já rendida sigo tonta pela vida que por certo já te abraçou te brindou com alguma outra amiga. Ao dobrar aquela esquina misteriosamente perdi-me por tentar desatinadamente te encontrar. Foto e poema - Jaquelyne Costa

Pare

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Pare de ver o mundo sempre sob a mesma óptica permita-se a liberdade de um voo sem lógica. Foto e poema - Jaquelyne Costa
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Sou como esta paisagem. Vês? Há densas nuvens que dão um tom pesado ao ar mas lá no fundo, bem ao fundo mesmo há aquela intensa luz pairando a esmo há ainda aquela vontade de acreditar que por mais escura que a vida me faça estar devo iluminar-me e tocar alguém que em mim deseje entrar.  Sou noite e dia. Sou o dia em plena noite, ainda bem.  ©Foto e poema - Jaquelyne Costa

'Oratório' agora disponível em e-book na Amazon

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#Novidade O 'Oratório' agora está disponível em e-book na loja Kindle na @amazon! Gente, o valor é bem legal, viu, apenas R$ 5,99 😍 Mais um trabalho super bacana da Editora Motres e Asè Editorial📕 Corre nesse link  e  garante seu exemplar!

Sobre o 'Oratório' - palavras de Sidroniosa Pinheiro (Sidoca)

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O amor na estrada dos quereres

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Participação na FLIJUA dia 18 de abril

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No próximo dia 18 desse mês, a partir das 14h, vou participar da 1a Feira Literária de Juazeiro-BA - @flijua. Durante o evento haverá​ récita de alguns poemas do meu livro 'Oratório da moça que sente saudade' e também levarei exemplares para venda com direito a dedicatória e marcador de página de brinde! A Flijua é um evento que acontece com apoio da Officium Papelaria e da @poeticaproducaocultural. #flijua #feiradeliteratura #feiraliterária #literatura #livro #livros #recita #clubedolivro #instalivros #juazeiroba #oratóriodamoçaquesentesaudade #poeticaproducaocultural #poesia #jaquesoujanefli #jaquelynecosta #evento #book #instabook #poetry #literature

Meu livro continua à venda!

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Salve, salve, Poesia!

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Salve, salve, Poesia! Você que nos alimenta e nos deixa sãos (ou não) todos os dias! Ela também transforma o mundo! Jaquelyne Costa # 14demarço   # DiaDaPoesia   # Poesia

Amor jamais será essa coisa pálida que faz você se sentir pequeno e esquecido

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“Tantas você fez que ela cansou porque você, rapaz, abusou da regra três onde menos vale mais”, esses versos do poetinha Vinicius de Moraes sempre martelam na minha mente quando um relacionamento amoroso não dá certo. Passam pela sua também? De repente, eu percebo que não era amor de verdade, era algo apático, de vínculo extremamente frágil, linha quase transparente. Andava incômoda porque sentia que faltava tanta coisa... era um amor que sofria de osteogênese imperfeita. Olha, confesso que senti em dizer a mim, mas esse não era um amor.   Um amor forte e verdadeiro é quando o outro lhe aceita do jeitinho que você é, claro, sem esquecer que todos temos “defeitos de fábrica” e algumas coisas precisam sim sempre ser melhoradas. Um amor bom procura lhe fazer bem o máximo que der, lhe faz sorrir mais do que chorar e se chorar é de emoção bonita e não tristeza. O amor é aquele que dentre tantas coisas simples faz você se sentir em casa; é conexão que não cai, pra dar inveja a...

Aquela pessoa forte que você conhece também precisa do seu abraço, do seu apoio.

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Amar ser reservas

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Sobre ser porto de alguém...

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Isso sim é lindeza!

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Se não tem afeto...

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Sem afeto não dá! Amor é o que hidrata a engrenagem do ser.

08 de março - Dia Internacional da Mulher

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Jaquesomos mulheres, vamos continuar lutando sim!  Viva a força da mulher!  Aquele abraço jaquetício para todas vocês! 

Jaquesou romântica mesmo

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Eu não sou desse tempo Eu não sou desse tempo de valores distorcidos amores falsamente construídos laços frouxos e indecisos. Eu pertenço ao tempo de outrora ao tempo de amores verdadeiros compromissos selados olhares sinceros gestos acertados e apaixonados daqueles que nos deixam uma lágrima quando o outro vai embora. Eu não sou desse tempo de agora desacertado acelerado que (sem saber o nome)  pegou, beijou e jogou fora. Jaquelyne Costa
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Sê inteiro mesmo que os outros só te enxerguem aos pedaços. Janefli

Já que sou Flor do viver - por Abraão Vitoriano

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“E a saudade é um lugar que só quem amou”. A entoar nos versos de Padre Fábio de Melo, encontro a essência desta obra cuja cadência valseia pela saudade e esperança. Uma saudade que reverbera como combustível, por vezes melancólico, por vezes reconfortante, sempre enternecedor. “Oratório da moça que sente saudades” afigura um jardim de paisagens interiores, pinceladas pelo que há de mais humano em nós. Jaqueyne, em sua arte de borboletear silêncios, tece os fios do infinito que, antes de ser saudade, enfrenta os meandros da dor: “Ela se foi/ levando meu melhor sorriso/ o despertar entre carinhos/ os primeiros abraços da manhã/ o copo de leite que só o amor materno sabe temperar (...)”. O livro inteiro reverbera memórias e transformações, como se no amarrar das miçangas, estivesse a estrutura quase intangível do tempo, com suas ponderações e naturais angústias: “Pai, perdoai-me, pois eu não sei o que escrevo.”. E neste bordado, neste manto, neste lençol: o lirismo toma e...