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Vou voar no mato

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(Imagem: Google) Vou voar no mato esse meu sentimento vou voar no mato meu coração com tudo dentro.          [comigo] Jaquelyne Costa Janeflí desde nascença

O fim nunca acaba

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(Foto: Aida) A gente fecha o livro porque não entendeu desde o início pra quê perguntar  se o fim nunca acaba? O fim nunca acaba. Jaquelyne Costa - Janeflí desde nascença

Não há nenhum mar

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(Imagem: Google) Não há nenhum mar Nenhum poema Nem sei se vou dizer Palavra. O mar O mar Que se deixa Que se volta Sem me beijar. Não há nenhum segredo Nenhuma explosão Nem sei se posso ser O ar O ar Que respira Que expira Sem enxergar. Não há nenhum mar Nenhum ar Eu sou o vento... Jaquelyne Costa - Janeflí desde nascença 

Meu Velho Chico

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(Foto: Jaquelyne Costa) Meu Velho Chico em tuas águas eu batizei o meu destino e herdei de ti uma doçura uma fortaleza líquida esperança de minha alma que me faz seguir em frente mesmo nos tempos de seca vou avançando barreiras. Jaquelyne Costa - Janeflí desde nascença

Primaveral

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Eu quis ensinar a primavera Ao que era gelo e esquecimento Porque nem mesmo persevera A esperança dum contentamento.   Eu quis ensinar perfume de flor Ao que inamovível era De alma perdida e inodora Presente sorumbático e incolor. Eu quis ensinar mar e vento A arte de bem navegar No coração de quem ama - alento E não sabe se entregar, Sem perceber o que fazia Me perdia pelo mar Que trazia antigos vestígios De uma vida a naufragar. Se perguntarem quem era Aquela que contra o soturno lutava Dize, face iluminada, ela mora na primavera Que traz flores e muitas almas plumadas Com o peso de um sonho. Jaquelyne Costa - Janeflí desde nascença

Alma desnuda

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(Imagem: Google) Tudo azul Olho pra dentro Me encontro nu . Jaquelyne Costa - Janeflí desde nascença 

Ou isto ou aquilo de Cecília Meireles

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(Imagem: Google) Por Jaquelyne Costa Um dos mais belos e mágicos livros da literatura infantil do nosso país. Neste livro a professora, jornalista e poetisa Cecília Meireles nos faz recordar, através dos poemas sutis, um cenário rodeado de brinquedos, lugares, sonhos e fantasias dum país chamado Infância. Cecília enquanto professora nos apresenta a delícia de brincar com as palavras fazendo nossa língua dançar entre rimas tão bem pensadas como no poema Colar de Carolina: com seu colar de coral/ Carolina corre por entre as colunas da colina. Já a Cecília poetisa manifesta um aprendizado do sentimento, da sensibilidade aflorada pela memória de quem já foi criança um dia e sente saudade da avó contando histórias, das coleguinhas brincando de senhoras a tomar o chá das cinco, do menino que é dono da lua e faz dela sua bola, da teimosia típica da idade e tantos outros aspectos bordados pela linha dourada do tempo. Ou isto ou aquilo é um relicário que todos nós temos guarnecido dentro ...