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Reinventei meu nome

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Estava sozinha naquele banco de madeira triste, a árvore chovia umas lágrimas enquanto eu estudava o azul-cinzento daquele dia incomum. O vento vinha e zumbia uma canção distante de amor – as músicas, quase sempre, tem o poder de me transportar. E fui afastada daquele desejo de tornar-me invisível. Queria mesmo que todos me vissem ali, cantando, segurando a barra da saia rendada que minha mãe fez quando eu tinha outros anos. As minhas mãos seguravam meu rumo e eu já sabia que seria assim: campânula bordada de estrelas e guizos iluminando destinos que surgissem por aí. E como eu estava dissimulada naquele dia... Meus “olhos de ressaca” bafejavam meu desejo de um amor que fosse um baú de notas musicais, teclas de piano velho e conchas antigas de outros mares viajados. Nesse dia eu pude ser tudo o que eu queria ser. Dissimulada como Capitu , invisível nos átimos necessários, lírica como Cecília , singular como Clarice , e do mar como Sophia . Havia um mar absoluto naquelas paisagens tão...