Postagens

Mostrando postagens com o rótulo gela

Do ciúme meu

Imagem
Impulsionada pelo recente calor do ciúme Dedico-o para minha amiga Frau Magdala O ciúme me gela Gela minhas mãos, Meus braços, meu peito E minha alma. O ciúme me arranha, Me consome, Sobe-me pela garganta, Arrasta-me ao fosso, Vou deixando que me tome Em ira profunda. O ciúme é passageiro. O ciúme é repentino. O meu ciúme é venenoso. Joga-me nas paredes De minha consciência embrutecida, Atropela-me o gosto doce do momento, Afoga meu desejo, Traz-me a morte Pelo poder pírico Que possui. O ciúme, meu, é como um sol Que a tudo seca. Chega-me a estiagem, perene, O chão torna-se árido. O ciúme é passageiro. O ciúme é repentino. O ciúme, meu, é perigoso. Ataca-me um agressivo gosto de sangue. E o sangue é sempre meu... Indolente ciúme, Esse ciúme meu. Jaquelyne de Almeida Costa