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A racionalização da Palavra - Parte III

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Seria possível dizer que o Jornalismo Literário fosse capaz de dar conta dessa transfiguração da vida que, segundo Nietzsche, só a música possui? Não sei. Sinceramente não sei como ela poderia existir no Jornalismo. Que o Jornalismo é uma necessidade humana de se fazer comunicar através da “divulgação” dos fatos é uma idéia que exige muito mais que essas palavras. Mas será que a Poesia, a linguagem poética unida ao “contar histórias” não poderia ser uma saída para essa superficialidade que corrompe o Jornalismo? De que modo a força da música adentraria a linguagem jornalística? Como individuo dessa sociedade me sinto atravessada por uma angústia (não sei ao certo qual o sentimento) que me faz abafar o sentido orientador, e espero um dia encontrar o fio que Ariadne deixou no labirinto onde muitos são os Teseus, inclusive eu. Quem será a Ariadne que precisamos?A perfeição da música inserida na escrita? Essa perfeição permitiria a existência da Eternidade, o nosso tempo não seria mais fug...

A epístola de uma vida amantíssima

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Ao ouvir Elephant Gun e relembrar o último episódio da minissérie Capitu (Baseada na obra Dom Casmurro de Machado de Assis) E essas gotas de mar Que brotam cheias de meus olhos Doloridos de saudade -eis que a dor me é a própria Eternidade: esse mar que me Escorre a face É resquício de um amor que tive Desses que são únicos E tão logo se iniciam Tão cedo vão embora. Assim vivo com meu coração Enorme e pesado como um elefante velho Que já não quer mais andar Em busca de vida. Meus sonhos tocam saudosistas Num realejo dentro de mim E caminho aqueles olhos Que outrora eram minha mais pura felicidade Meu anélito mais legítimo Minha própria vida, enfim. Chegam mais gotas do mar E eu já nem vejo mais As palavras, as cartas manchadas Por essas liquidezas de sal Marcadas pelo batismo triste da saudade. Se eu pudesse, Nem mais guardaria aqui os meus sonhos Eles merecem um berço mais profundo Distantes deste mar que carr...