Anjinho no ônibus
(Imagem: Google) Ao Eduardo, naquele dia, naquele ônibus. Um leve empurrãozinho toca a minha bolsa, eu, alta, lá em cima; ele, lindo, lançando para mim um olhar castanho redondo expressivo típico de anjo no colo da mãe que logo o reclama por brincar comigo. Eduardo era o seu nome, que olhinhos lindos tinha aquele sapeca! A minha bolsa pende pro lado e um gritinho abafado e receoso, pela advertência materna, me chama a atenção, o Eduardo. Naquela tarde de rotina comum eu, alta e séria não pude ficar a mãozinha daquele menino era um vento a me alegrar Senti-me menina como Eduardo olhando o S esverdeado que abaixo de nós de estendia, olhá-lo tanto ele o queria e agora falando “Ó, menina!” ele veio me convidar. Ainda hoje sinto o meigo e tímido empurrãozinho daquele anjinho a brincar! Te amo, meu doce amiguinho, hei, sempre, de te lembrar. Jaquelyne de Almeida Costa