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Eterno,morno e feliz

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Me vês (?), Estou como esse céu nublado. Filtrei o sol ontem Pela manhã Quando debruçava-se E lançava seus mornos braços Pelo horizonte. Me vês (?), Estou como esse céu cinzento Parado como um teto de chumbo Pairando silencioso, concreto. Recebi toda a chuva que choveu Quando era noite ontem... Talvez minha aurora chegue Quando eu puder Acordar os olhos teus E aí juntos Formaremos o dia eterno Que se deita ao chão Morno e feliz. Jaquelyne de Almeida Costa

A natureza era Clara

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Foto: Jaquelyne Costa Poema que saiu na 100ª edição do programa Eufonia (Rádio Tropical Sat) Clara andava triste nesses dias de chuva tépida em que até o sol se esconde com medo de se apagar Contaminaram as águas de Clara. Desperdício! Inevitável! Tão cristalinas que eram, puras verdades minerais montante azulírico de uma antiga paz real há muito perdida no tempo. Clara andava soturna o seu destino adivinhava quando cismava sorrir aí, então, tempestade de mar se armava e Clara, sozinha, chovia uma nódoa negra de mágoa. Na rua passava cabisbaixa a chuva era somente em Clara. Clara era chuva ribeirinha, brisa que assoviava uma calma de um contentamento imposto em socorro da própria alma. As águas estavam todas escuras e o capadócio causador de tantas negras nuvens estava irredutível bloco de gelo formado por trilhões de litros daquela água clara de Clara quando ela ainda podia sorrir porque sabia que era amada e o sol assim a refletia leve ave, asa...