Foto: Jaquelyne Costa Poema que saiu na 100ª edição do programa Eufonia (Rádio Tropical Sat) Clara andava triste nesses dias de chuva tépida em que até o sol se esconde com medo de se apagar Contaminaram as águas de Clara. Desperdício! Inevitável! Tão cristalinas que eram, puras verdades minerais montante azulírico de uma antiga paz real há muito perdida no tempo. Clara andava soturna o seu destino adivinhava quando cismava sorrir aí, então, tempestade de mar se armava e Clara, sozinha, chovia uma nódoa negra de mágoa. Na rua passava cabisbaixa a chuva era somente em Clara. Clara era chuva ribeirinha, brisa que assoviava uma calma de um contentamento imposto em socorro da própria alma. As águas estavam todas escuras e o capadócio causador de tantas negras nuvens estava irredutível bloco de gelo formado por trilhões de litros daquela água clara de Clara quando ela ainda podia sorrir porque sabia que era amada e o sol assim a refletia leve ave, asa...