Do ciúme meu


Impulsionada pelo recente calor do ciúme
Dedico-o para minha amiga Frau Magdala


O ciúme me gela
Gela minhas mãos,
Meus braços, meu peito
E minha alma.

O ciúme me arranha,
Me consome,
Sobe-me pela garganta,
Arrasta-me ao fosso,
Vou deixando que me tome
Em ira profunda.

O ciúme é passageiro.
O ciúme é repentino.
O meu ciúme é venenoso.
Joga-me nas paredes
De minha consciência embrutecida,
Atropela-me o gosto doce do momento,
Afoga meu desejo,
Traz-me a morte
Pelo poder pírico
Que possui.

O ciúme, meu, é como um sol
Que a tudo seca.
Chega-me a estiagem, perene,
O chão torna-se árido.

O ciúme é passageiro.
O ciúme é repentino.
O ciúme, meu, é perigoso.
Ataca-me um agressivo gosto de sangue.
E o sangue é sempre meu...
Indolente ciúme,
Esse ciúme meu.





Jaquelyne de Almeida Costa

Comentários

Anônimo disse…
E acrescento a esse poema realista a seguinte frase: O ciúme é uma dor irremediável...quer dizer quase irremediável, a cura só é possivel quando o amor está ao nosso lado!

Bjs agradecidos,
Frau Magdala
Jaquelyne disse…
Realmente!!
Esse verso estará sempre por dizer...
Afinal, o ciúme não me deixou outra alternativa a não ser ser assim, um tanto violenta!!
Beijos, também, agradecidos!!

Janeflí
Jaquelyne disse…
"O ciúme é o álibi de quem ama." (Millor Fernandes)

Eu concordo plenamente!!
Meu crime é saber amar!!
GIUSEPPE MENEZES disse…
Ah, calor do ciúme, hein?
*curioso*
Jaquelyne disse…
Hum...
Pois é!!
Sou ciumenta!
Fiz esse poema quando tinha um namorado...
Ele não merece isso, mas eu postei aqui por causa dessaminha amiga a quem dediquei!!
Beijos=**

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